Todos os artigos de Camilla Leopoldino

Redescobrindo a Costa Alentejana

O que se dizer da costa portuguesa que atrai tantos amantes de sol, praia e natureza?
Apenas que … 4 dias não serão suficientes para aproveitar cada lugar, cada pôr-do-sol, cada momento.

Mas vamos tentar contar a nossa descoberta da costa alentejana, deixando claro o quão maravilhados ficámos.

A nossa primeira parada: Tróia, a pérola de Grândola.
Ao seguir a  N253-1, que leva-nos até a cidade, um caso curioso… alguns carros estacionados à beira da estrada, e o porquê? Bem, estes, aos quais apelidamos de aventureiros, seguem pelas dunas a dentro até a praia que, como devem calcular, encontra-se muitas vezes deserta. Assim se inicia o nosso percurso,  onde as praias são de areia branca e o mar calmo como uma piscina natural. Ao chegar na pequena cidade, uma sensação de vila exclusiva e muito familiar, ótimo para férias com crianças.

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Tróia

Sigamos então estrada a fora… Há muito que ver ainda.
A nossa próxima parada: Lagoa de Melides e de Santo André.

Localizadas no litoral alentejano entre Tróia e Sines, deixamos um à parte que o difícil será escolher entre as duas, e o melhor mesmo é passar pelas ditas cujas e dar uma espreitadela… por aqui encontramos muita beleza verdejante que apaixona.

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Lagoa de Melides

Rumo à Sines.
Encontramos uma cidade encantadora, mas por aqui fala-se muito é da famosa praia de São Torpes, que por si apenas, não apresenta uma beleza estonteante, mas é conhecida pela seguinte particularidade: águas mais quentes. É que, nos arredores, existe uma termoelétrica que aquece a água, sendo paragem obrigatória para os mais sensíveis ao frio!

Ainda em Sines, um peculiar miradouro perto o porto da cidade que vale a pena uma vista de olhos.

Mais adiante, entre Sines e Porto Corvo, seguindo pelas estradas nacionais à beira-mar, deparamo-nos com uma praia,  perdida pelo meio e quase que secreta. O nome? Infelizmente não conseguimos saber, mas ficam as fotos de um “lugar ao sol” a repetir.

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Praia desconhecida

Alguns quilómetros depois, chegamos a Porto Corvo.
Terra de gente muito simpática…  Vê-se alguns turistas a deambular pelas ruas, mas o charme permanece. E que charme… Casinhas tipicamente alentejanas e uma paisagem de cair o queixo.

Porto Corvo
Porto Corvo
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Praia Ilha do Pessegueiro

Mais a frente, paragem obrigatória na praia da Ilha do Pessegueiro. Por aqui há garantia de um ótimo pôr-do-sol. Mas deixaremos para outra oportunidade.

Avante para Zambujeira do Mar, a terra oficial do Meo Sudoeste. O que temos a dizer? nada a dizer, apenas a apreciar. Nos arredores da vila há que passar pelo Cabo Sardão e no Porto das Barcas, um pequeno porto muito acolhedor.

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Cabo Sardão, Costa Vicentina
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Porto das Barcas

E nada como uma trilha para se conhecer lugares inesperados. Assim foi, pela trilha da Carrapateira. São 10kms onde a Mãe Natureza não mediu esforços, aliás, como acontece por toda a costa. O tempo foi curto para explorar as outras trilhas, mas fica aqui a dica, vale cada passada e todas as dores nas pernas, para os menos preparados!

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Rota Trilha da Carrapateira
Por Paulo Miranda
Cabo São Vicente por Paulo Miranda

A última parada da viagem não poderia deixar de ser no Cabo de São Vicente! É obrigatório um pôr-do-sol no extremo sudoeste de Portugal. Este é o destino rei  dos sunsets.

E assim terminamos a nossa viagem, após quilómetros de muita contemplação, sublimação e boas praias.

Fica a dica, caso siga de carro, faça o caminho pelas nacionais e compre um mapa, por vezes é mais fácil!

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Mapa da Costa Alentejana

 

Santo Antão, a ilha cabo verdiana mais a norte

Santo Antão é a segunda maior ilha de Cabo Verde, distinta pela sua origem vulcânica de planície muito montanhosa e terra preta, esta ilha esconde belezas e histórias inigualáveis.

Mapa Ilha Santo Antão | Cabo Verde
Mapa da Ilha de Santo Antão | Cabo Verde

Aqui se faz tudo incluído à 360º.  Aqui, não só a beleza é maravilhosamente rara como as pessoas transformam este lugar em destino paradisíaco por invulgares razões.   O nosso foco desta viagem é uma pequena aldeia chamada Lajedos e ainda a aldeia da Ribeira da Torre, perto de Ribeira Grande. São pequenas povoações, de gente humilde que trabalha arduamente a terra para sobreviver.

Mas porque elas são importantes? Certo dia chegou à aldeia de Lajedos, “um senhor de barba e alguns amigos e sonharam juntos uma história diferente” para esta terra, a de extrair dali sumo precioso, a partilha e a esperança para um povo.

Chamou-se Turismo Solidário e é desenvolvido pela ONG Atelier Mar, que há mais de uma década têm trabalhado com a boa gente destas regiões  no sentido de um desenvolvimento humano sustentado. A inspiração  para o desenvolvimento deste projeto foi o velho conto popular de Blimundo,  o boi de trapiche que ama a liberdade.

E o que nos levou a esta iniciativa?

É que aqui, o significado de tudo incluído vai mais além.  Por estas bandas, vive-se o local e sente-se as pessoas. Os alojamentos são pequenos quartos nas aldeias da Ribeira da Torre e de Lajedos, inseridos em tradicionais casas de pedra de famílias residentes.

Ribeira da Torre | Ilha de Santo Antão | Cabo Verde
Ribeira da Torre por ONG Atelier Mar

Por aqui, cativa-se pela partilha…

O pequeno-almoço é tomado em conjunto e as visitas são feitas por quem é da terra e conhece com a palma da mão cada pedaço. No almoço, um refogado de couve e chouriço com pão, feito ali mesmo na aldeia, ou ainda a tradicional caldeirada de cabrito com feijão.

Por aqui, cultiva-se a beleza…

Vale a pena seguir numa aventura, pela ribeira a dentro nos arredores de Lajedos,  onde podemos refrescar-nos aos pequenos riachos pelo caminho, ou  ir para um mergulho à praia de areia preta nos arredores da Ribeira da Torre. Seguir ainda pelos caminhos de Blimundo, inspirado no conto do boi Blimundo, amante da vida e da liberdade e das belezas naturais.

Ilha de Santo Antão | Cabo Verde
Santo Antão por Mickaël T.

Por aqui trabalha-se a gula…

Os produtos da terra não deixam a desejar, pelo contrário, aqui é mais do que justificado deleitarmo-nos sobre o doce de papaia com queijinho de cabra, o licor de tamarino ou o sumo de goiaba com bolo de mel. Seja onde for e o que for, estaremos bem servidos.

Pois bem, a justiça está feita, e este é, sem sombra de dúvidas, um destino sem igual. Havemos de agradecer por esta iniciativa da ONG Atelier Mar, que através de uma visão, abriu portas para mais sonhos, tanto de quem lá vive, como por quem lá decide passar.

Quer saber mais sobre o projeto? Veja O conto que se tornou realidade pelos lados da Ilha de Santo Antão

 

Fontes:
Foto destaque por: Henning Leweke
ONG Atelier Mar
Blog Lantuna Guia de Cabo Verde
Informações gentilmente fornecidas por Maria Estrela.

Bijagós, a terra esquecida no Atlântico

Mapa Arquipélago dos Bijagós by Google

Um grupo de ilhas na Costa africana, dito território da Guiné-Bissau mas considerado um país a parte, porque vive numa época a parte, preservados no esquecimento. Bijagós são ilhas, mas mais do que isso, são pedaços de terra cheios de encanto, que ainda celebram a existência da pura beleza selvagem.

Golfinhos pela Costa Africana by Charly221

Começamos pela única ilha com porto, a porta de entrada para o paraíso, que apenas disponibiliza entrada 1 vez por semana, às Sextas-feiras, pelo Expresso dos Bijagós, partindo de Bissau com destino à Ilha de Bubaque.

Bubaque é um misto da época colonial que permanece sentida por entre as paredes e ruínas de colonização portuguesa, as de ocupação alemã e o tempo em que o porto era mais mexido.

Mas o verdadeiro deslumbre está mais à norte da ilha, à 18 km de distância do porto de Bubaque. Ao percorrer a única estrada pavimentada que atravessa a ilha de uma ponta a outra por entre lances de palmeiras e aldeias, até o final, onde apresenta-se um eterno areal a perder de vista. Uma espécie de isolamento encantador de tirar o fôlego, chamada praia de Bruce.

Praia de Bruce, Bubaque by SilverDarling

Para uma boa mesa, à Casa Dora deve-se ir! Conhecido pela sua comida caseira de muito bom gosto, o Casa Dora é um hotel familiar muito agradável, tal como a Kasa Afrikana, que garante boas férias e boa pesca, para os amantes deste desporto. O peixe Sereia é o peixe de eleição na zona, considerado de 1ª categoria, tem uma carne vermelha como atum e é extremamente delicioso.

E como que um presente da Mãe Natureza, ao entardecer, é-se surpreendido por uma escuridão reconfortante e surreal iluminada apenas pela lua e o pláncton que brilha no mar.

Logo ao lado de Bubaque, na Ilha de Rubane é visível, de longe, o extenso areal branco que atribui à ilha características paradisíacas. Integrado na paisagem, deparamo-nos com bungalows do Hotel Ponta Anchaca, que como já se deve imaginar vangloriam-se de uma vista maravilhosa.

Hotel Lodge Anchaca, Rubane by Charly221

Seguimos para a Ilha de Caravela, muito particular por pequenas praias recortadas ao longo da ilha. Mas é mais a norte que se reconhece sinais de paraíso à vista.

A Baía da Escaramuça é um misto de crua beleza natural, enfatizada por águas límpidas que deixam transparecer as tartarugas em água. São cerca de 14 km de areia por estrear, água morna de tom esverdeado e mais a dentro, o grande areal é interrompido por uma densa  e majestosa cortina verde.

by Fundación Tierra Ibérica
Baía da Escaramuça, Ilha de Caravela by Lordz

Um verdadeiro sentimento de “Terra à vista”,  que faz entender o verdadeiro significado da definição paraíso natural.

Tabanca, Ilha de Caravela by Anos

De entre 88 ilhas, cerca de 21 são inabitadas, por serem classificadas pelos locais como as casas dos espíritos e por isso, muito sagradas. Assim como as árvores Kapok, que estão sempre à entrada das aldeias Bijagós.

Tudo parece como que uma lenda de um lugar que outrora existiu… Existe, e é de fato um mundo à parte, de outros tempos, que coexiste fisicamente no século XXI, mas encontra-se numa dimensão paralela, totalmente diferente.

by Timothy McGovern

Fontes de inspiração:
Rotas & Destinos  | Turismo guiné-bissau | The Guardian | New york | Brendan’s adventures | Kasa Africana  | Ponta Anchaca

Foto principal por: Gabor Basch

Xexuão, a cidade dos ceús.

Xexuão é uma pequena cidade no norte de Marrocos. Muita rica em história e em beleza. Esta pequena cidade fascina quem lá passa, por razões específicas: a parte velha de Xexuão está toda pintada de azul, e porque? Permanece em mistério.

Diz-se que a cor foi introduzida pelos judeus refugiados em 1930, que consideravam a cor azul, como a cor dos ceús. Muitos acreditam, também, que a cor permaneceu pela cidade como repelente natural de mosquitos (mosquitos não gostam de águas claras e em movimento). Seja por que razão, a verdade é que esta pequena cidade espalha charme a cada esquina das suas estreitas ruelas.

Deux lampes sur bleu

Chefchaouen, The Blue Town of Morocco


Chefchaouen Street

D O O R. Chefchaouen

Chefchaouen

Foto principal de: Mark Fischer Fonte artigo: Bored Panda