Arquivo da categoria: Paraíso à vista

Bijagós, a terra esquecida no Atlântico

Mapa Arquipélago dos Bijagós by Google

Um grupo de ilhas na Costa africana, dito território da Guiné-Bissau mas considerado um país a parte, porque vive numa época a parte, preservados no esquecimento. Bijagós são ilhas, mas mais do que isso, são pedaços de terra cheios de encanto, que ainda celebram a existência da pura beleza selvagem.

Golfinhos pela Costa Africana by Charly221

Começamos pela única ilha com porto, a porta de entrada para o paraíso, que apenas disponibiliza entrada 1 vez por semana, às Sextas-feiras, pelo Expresso dos Bijagós, partindo de Bissau com destino à Ilha de Bubaque.

Bubaque é um misto da época colonial que permanece sentida por entre as paredes e ruínas de colonização portuguesa, as de ocupação alemã e o tempo em que o porto era mais mexido.

Mas o verdadeiro deslumbre está mais à norte da ilha, à 18 km de distância do porto de Bubaque. Ao percorrer a única estrada pavimentada que atravessa a ilha de uma ponta a outra por entre lances de palmeiras e aldeias, até o final, onde apresenta-se um eterno areal a perder de vista. Uma espécie de isolamento encantador de tirar o fôlego, chamada praia de Bruce.

Praia de Bruce, Bubaque by SilverDarling

Para uma boa mesa, à Casa Dora deve-se ir! Conhecido pela sua comida caseira de muito bom gosto, o Casa Dora é um hotel familiar muito agradável, tal como a Kasa Afrikana, que garante boas férias e boa pesca, para os amantes deste desporto. O peixe Sereia é o peixe de eleição na zona, considerado de 1ª categoria, tem uma carne vermelha como atum e é extremamente delicioso.

E como que um presente da Mãe Natureza, ao entardecer, é-se surpreendido por uma escuridão reconfortante e surreal iluminada apenas pela lua e o pláncton que brilha no mar.

Logo ao lado de Bubaque, na Ilha de Rubane é visível, de longe, o extenso areal branco que atribui à ilha características paradisíacas. Integrado na paisagem, deparamo-nos com bungalows do Hotel Ponta Anchaca, que como já se deve imaginar vangloriam-se de uma vista maravilhosa.

Hotel Lodge Anchaca, Rubane by Charly221

Seguimos para a Ilha de Caravela, muito particular por pequenas praias recortadas ao longo da ilha. Mas é mais a norte que se reconhece sinais de paraíso à vista.

A Baía da Escaramuça é um misto de crua beleza natural, enfatizada por águas límpidas que deixam transparecer as tartarugas em água. São cerca de 14 km de areia por estrear, água morna de tom esverdeado e mais a dentro, o grande areal é interrompido por uma densa  e majestosa cortina verde.

by Fundación Tierra Ibérica
Baía da Escaramuça, Ilha de Caravela by Lordz

Um verdadeiro sentimento de “Terra à vista”,  que faz entender o verdadeiro significado da definição paraíso natural.

Tabanca, Ilha de Caravela by Anos

De entre 88 ilhas, cerca de 21 são inabitadas, por serem classificadas pelos locais como as casas dos espíritos e por isso, muito sagradas. Assim como as árvores Kapok, que estão sempre à entrada das aldeias Bijagós.

Tudo parece como que uma lenda de um lugar que outrora existiu… Existe, e é de fato um mundo à parte, de outros tempos, que coexiste fisicamente no século XXI, mas encontra-se numa dimensão paralela, totalmente diferente.

by Timothy McGovern

Fontes de inspiração:
Rotas & Destinos  | Turismo guiné-bissau | The Guardian | New york | Brendan’s adventures | Kasa Africana  | Ponta Anchaca

Foto principal por: Gabor Basch

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Almeria, o paraíso que encantou os The Pogues

Há cerca de 25 anos, Shane MacGowan dos Pogues fazia-se passar por Francisco Vasquez Garcia e dava a conhecer a Fiesta de Almeria. Da paródia dos Pogues se fez um hino à alegria e à libertinagem andaluz e não havia adolescente que não sonhasse com um verão no sul de Espanha e de preferência bem longe dos pais. A canção tornou-se num cromo dos anos 80 e Almeria num paraíso desejado. Infelizmente o sul de Espanha acabou nas más línguas – e com razão, mas Almeria sobreviveu graças à fortuna de estar próximo de Cabo de Gatas.

Cabos de Gatas é um parque natural que tem resistido, com umas facadas pelo meio, à conversa do desenvolvimento, seja o sustentável ou o ganancioso dos patos que de bravos nada têm. Por vezes, muitas vezes, não fazer, é o mais difícil e o mais corajoso.

Cabo de Gatas é próprio para quem gosta de natureza no estado selvagem, rude, por vezes hostil e solitário. Uma amiga minha contou-me que há uns anos quando a visitou sentiu uma certa claustrofobia num meio de tanta imensidão. A falta da civilização a meia dúzia de metros, contava-me ela, deixava-a inquieta. E, é disso que se trata. De estar longe, só e perto da natureza no estado selvático. Não existe a limpidez ou a imaculada sobriedade do “estado puro”. É mais um estado em bruto castigado pelos elementos. É uma terra calejada pela força do sol, pela aridez do carácter vulcânico e pela agitação do mar. E, é também isso que seduz.

Cabo de Gata

Em Cabo de Gatas, o sol nunca se põe. De dia, caminhadas por falésias e miradouros como o Miradouro La Amatista ou o Mirador de Puenta de Los Mortos.  Existem dezenas de rotas com diferentes graus de dificuldade e para os amadores é muito fácil encontrar quem disponibiliza percursos para pequenas caminhadas.  Como destino, tornou-se um dos locais preferidos dos amantes dos deportos náuticos como o surf, windsurf ou mergulho. Mas o melhor é a tentação provocada pela sensação de liberdade de pelo menos uma vez na vida tirar o fato de banho e entregar-se aos prazeres do sal e do sol. É escolher entre praias mais conhecidas com a Mónsul ou a dos Genoveses, ou dezenas de pequenas enseadas como a Cala Chica ou Cala Rajá até praias de areal mais extenso com a Playa de Los Muertos. Pode ainda, se for muito teimoso ir atrás de praias de difícil acesso como a Cala de En Medio ou a Cala del Plomo. Um banho de mar mediterrâneo ainda a saber a fresco.

Se o dia é dedicado aos prazeres da ociosidade, a noite a ordem é tapear e tagarelar. Das pequenas tabernas aos bares de lugarejos, não deixe de provar a tradicional sopa de Almeria à base de gambas e amêijoas ou as variações da paella. Imperdível é também a visita em Almeria à Monumental fortaleza muçulmanas La Acabaza. Em Almeria não deixe de visitar o Museu Refugio da guerra civil onde pode visitar os abrigos onde se refugiavam os civis durante a guerra civil de Espanha e se puder dê ainda um salto à Catedral de la Encarnacion.

Cabo de Gatas, é assim, um destino para quem gosta de praia, sol, festa e se encanta com uma natureza cheia de vida. Mesmo que de uma vida rude e crua. É essa a sua beleza.

O que visitar:

Fortaleza muçulmanas La Acabaza
Catedral de la Encarnacion
Museu Refugio da Guerra Civil
Bairro de Almedina
Igreja de La Virgem del Mar

Praias a não perder:

Playa de los Muertos
Playa de Rodalquilar
Cala de En Medio
Cala del Plomo
Cala San Pedro
Playa Genoveses
Playa de Toyo

O que fazer:

Caminhadas – Existem dezenas de rotas estabelecidas. Para além disso existem em Cabo de Gatas várias empresas que fazem estes percursos.
Se é um amador ou tem curiosidade em fazer mergulho esta pode ser uma boa opção. Basta comprar algumas lições. Outras alternativas são o surf e o windsurf. Mesmo para quem nunca fez mas tem curiosidade.

Almeria como nunca visto
Almeria como nunca visto!